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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Da série: São Paulo – Esse Pê - Episódio 1

Coisa de maluco é ir a São Paulo em época de Natal. Tipo, é literalmente, gostar de sofrer à toa.

Aproveitei a ida à terra de ninguém, ou melhor, de todo mundo, para comprar – ou tentar comprar – umas coisinhas de Natal na famosa 25 de Março.
Sinto calafrios só de lembrar. Entrei numa tal loja de “armarinhos” (que p*#@~ é isso?). Na minha santa ignorância, armarinho é tipo um armário pequeno, usado para guardar, enfim, coisas pequenas (?). Mas essa loja que tive a infelicidade de entrar ao invés de vender armários, vendia tudo que podemos imaginar de muambas, desde, sei lá, fita durex até coisas como mangueira de jardim, utensílios para cozinha e árvores gigantescas natalinas.
Já na entrada dei de cara com a mangueira de jardim. Estava lá: Mangueira 50m por R$ 43,00. Sério, achei muito barato. Engatei a dita cuja no braço e segui. Nos próximos cinco passos, me deparei com o que eu queria: luzinhas de natal. Pisca com 100 luzinhas por R$ 3,90. Enlouqueci! Peguei um cestinho e separei 15 caixinhas.
Estava eufórica. Nunca na vida eu ia decorar a casa para o natal com luzinhas tão baratas.
E lá estava eu, com minha mochila pendurada para frente (é o único jeito de não ser assaltada), com uma mangueira de 50 metros pendurada em um braço e com o cestinho no outro, atrolhado de piscas de R$ 3,90. Logo fiz minha primeira desistência dentro da loja de armarinhos que vende mangueiras e luzinhas (dentre outras bilhares de coisas nada a ver, como já comentei anteriormente).
Acho relevante citar, que além de estar entupida de coisas pesadas nas mãos, tinha ainda a missão de vencer das 500 mil pessoas que disputavam cada metro quadrado, cada centímetro cúbico de oxigênio, que literalmente não sabem o que significa aquelas palavrinhas mágicas “com licença”, “obrigado”, “por favor” e “desculpe”. A regra é clara naquele ambiente: quanto mais inconveniente, fedido e mal educado você for, mais vantagens você leva.
Bom, voltando à minha primeira desistência, deixei, com muito pesar, a mangueira. Acho que caí na real e percebi que, além de não ter nada a ver eu comprar uma mangueira em São Paulo, era impossível minha sobrevivência dentro daquela loja com aquele troço engatado em mim.
Após minha sábia decisão de abandono, pude me dedicar com mais atenção à escolha dos piscas natalinos de R$ 3,90. Liguei pisca por pisca na tomada de teste. Maravilha! Todos funcionando. Fiquei na dúvida se pegava mais, mas consegui controlar minha compulsão.
Gente, vocês não têm noção. Fiquei aproximadamente 30 minutos dentro da dita loja e percorri, no máximo, uns 10 metros. Bando de gente maluca pisando uns nos outros por causa de pisca-pisca de R$ 3,90? Ah baby, sorry! Cheguei à conclusão de que não, eu não estava fazendo isso direito.
Fiz, então, minha segunda desistência. O cestinho com as luzinhas. Confesso que isso doeu um cadinho no coração (não pelo fato da não compra, mas pelo fato de ter perdido 30 minutos da minha vida com um bando loucos que mais lembravam viciados em comprimidos tarja preta quando vêem os remedinhos serem descartados na privada).
Saí de lá escabelada, arrasada (ta gente, eu queria mesmo aquela mangueira e as luzinhas), suada, dolorida, com raiva e querendo (mesmo) minha cama.
Se você está imaginando o quanto foi ruim, acredite, foi terrivelmente pior.
Acabei pulando detalhes sórdidos lá no início do texto, como o fato de, além da minha mochila pendurada na barriga, a mangueira e o cestinho, estar arrastando um carrinho com uma mala muito, mas muito pesada, mas isso dá um outro texto. Outra hora escrevo sobre.
 Fiquei me perguntando o que faz as pessoas enlouquecerem dessa forma por causa de R$ 3,90 (não estou usando isso para me sentir mais confortada, ok?). Sei que é a economia, mas lutar contra milhões de pessoas por causa de uns piscas-piscas não é de deus. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Colapsos da amizade



A coisa que mais me irrita, chateia e me dá vontade de esganar (de me esganar, geralmente) é ter que assumir minha bestialidade por ter dedicado um minuto que seja de atenção a alguém que não merece.

Sou campeã nisso. Elejo gente errada para conviver o tempo todo. Se fosse só conviver, tudo bem. O problema é ter que assumir que além de eleger mal, perco minha energia, tempo, geralmente dinheiro e esperança de que alguém presta no mundo.

Tá tá tá, estou sendo melodramática eu acho com esse lance de “ninguém presta”, ninguém me ama, ninguém me quer. Sei que tem gente que é exceção, mas ainda não me deparei com ela.  Tá, me deparei sim. Mas estou falando de quem não vale o que come, né? Prossigamos então.

No esquema da amizade, já tive de todos os tipos. Tive a que considerava alma gêmea, tipo irmã de coração mesmo, daquelas que você faz tanta questão de estar junto que não importa o quanto a furada é a furada, você encara de frente e se ferra junto. Era tudo muito perfeito, até descobrir que minha “Irmã de coração” está namorando sério com o menino que eu tinha encerrado relações há não mais de duas semanas.

Tive outras “melhores amigas irmãs de coração”.

Tem a que contei um segredo sério, uma coisa que jamais poderia sair da esfera de nossa amizade. No dia seguinte o colégio todo estava sabendo e eu de castigo em casa, após uma bela surra com vara de marmelo de um dos meus pais. Fui “bulinada” no colégio para o resto do ano.

Tem também a que, após eu entrar em depressão, pediu para que eu procurasse um lugar para morar sozinha, pois não agüentava mais conviver com o fato de eu ficar trancada durante dias no meu quarto.

Teve a amiga-irmã-de-coração que me roubou, a amiga-irmã-de-coração que achou injusto eu pedir para rachar a conta da cerveja, a amiga-irmã-de-coração que argumentou comigo que era melhor eu ficar quieta a lutar por meus direitos...

Nossa, posso ficar aqui horas e horas citando as amebas que atravessaram meu caminho. Muitas delas passaram a rasteira, outras cuspiram no prato que comeram. Outras simplesmente me acharam geniosa demais e preferiram, assim como crianças fazem com seus brinquedos velhos, trocar por pessoas mais pacatas e inertes.

O fato é que é fato. Não tenho muito faro para escolher quem valha alguma coisa.

Tá, tudo bem. Confesso novamente que estou sendo melodramática demais. Tenho pessoas que me rodeiam e que valem até o último pêlo do corpo, a última célula, o último grão de areia do deserto, a última (ou primeira – até porque a primeira sempre é mais gostosa que a última) bolacha do pacote. Sabe aqueles amigos que já te salvaram de morrer? Que independente do seu erro e dos seus defeitos, estão sempre te apoiando e dizendo para seguir em frente? Pois é... Tenho esses.

É... Pensando por esse lado, acho que não tive sorte com uns trastes de seres humanos para que eu valorizasse os que realmente valem à pena.

Acho, então, que sou uma sortuda. É é... uma sortuda!

P.S.: Texto dedicado aos que valem à pena. Cito alguns nomes: Jéssica, Vini, Angela, Gabi's, Cris, Aline, meu querido Rodrigo, Lu, Rê, Bruna. Vou lembrando e adicionando aqui, ok?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Boletim da Psicótica

Caros leitores, informo-lhes que o blog anda passando por uma breve fase de inutilidade devido à grande falta de ociosidade da insana que vos escreve.
Final de semestre é um oh. Não seria se eu não tivesse deixado tudo para a última hora na faculdade e no trabalho, mas né... Acho que se tudo estivesse certinho, me chamariam de nerd e eu perderia a cara e a moral de louca.
Bom, de qualquer forma, garanto que a partir do dia 15 de Dezembro voltarei a postar diariamente. Tenho uma lista de conteúdos aqui que às vezes me surgem no cabeção e penso: Olha! Acho que isso dá um devaneio legal...

Por enquanto tenho postado algumas coisas morninhas, só para não perder a prática, mas saibam que essa pessoa delicada e meiga, que reflete sobre a vida, o amor (...) só existe, ou melhor... nem existe. Prontofalei.

Bjocas a todos 

O que é isso mesmo?

O que é isso que nos faz sofrer
Que exige a morte da liberdade
Do amor próprio e até mesmo do próprio caráter?

Porque isso só se alimenta do sangue alheio
Das lágrimas e energia
Da submissão e do silêncio?

Nossos objetivos estão traçados como únicos
Nossas metas principais
Nossos ideais

Mas quem traçou isso a nós?
Essa perseguição por alguma coisa faz tão bem?
Isso dá permissão de matar e morrer, independente de quem seja?

Esquecemos de, no caminho, tirar um pouco os olhos do foco material
Talvez se assim tivéssemos feito, lembraríamos de olhar nos olhos um do outro
E relembraríamos de que nada faz sentido se um de nós perder o passo do compasso...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Anjo meu - Para minhas duas maiores razões de viver - Duda e Gabi

Ela vem e me abraça
Me encanta e faz brilhar
Dize “te amo minha dinda
E para sempre vou te amar"

Ela gira, canta, dança
Transforma tudo em magia
É meu chão, meu mundo e tudo
E assim só há só alegria

Sua energia me fascina
Me apaixono mais e mais
Seu olhinho brilha e brilha
Mordo muito e beijo demais

É para sempre meu bebê
Eternamente protegerei
Nenhum mal a atingirá
É razão do meu viver

Esse poeminha não tem muita rima
Ou tem muitas rimas ricas
Mas garanto a você, caro leitor
Que é do mais profundo e honesto amor

Para pessoinhas tão pequeninas
Que fazem toda diferença num viver
Sem elas meu mundo é nada
Sem elas não há querer

Essas palavrinhas são infantis
Quem ler muito criticará
Mas quem entende um amor tão grande
Apenas se deixará levar.

O que faz um adulto amar tanto
Uma coisinha tão frágil e pequenina
É o excesso de inocência
Da minha tão amada menina?