A coisa que mais me irrita, chateia e me dá vontade de esganar (de me esganar, geralmente) é ter que assumir minha bestialidade por ter dedicado um minuto que seja de atenção a alguém que não merece.
Sou campeã nisso. Elejo gente errada para conviver o tempo todo. Se fosse só conviver, tudo bem. O problema é ter que assumir que além de eleger mal, perco minha energia, tempo, geralmente dinheiro e esperança de que alguém presta no mundo.
Tá tá tá, estou sendo melodramática eu acho com esse lance de “ninguém presta”, ninguém me ama, ninguém me quer. Sei que tem gente que é exceção, mas ainda não me deparei com ela. Tá, me deparei sim. Mas estou falando de quem não vale o que come, né? Prossigamos então.
No esquema da amizade, já tive de todos os tipos. Tive a que considerava alma gêmea, tipo irmã de coração mesmo, daquelas que você faz tanta questão de estar junto que não importa o quanto a furada é a furada, você encara de frente e se ferra junto. Era tudo muito perfeito, até descobrir que minha “Irmã de coração” está namorando sério com o menino que eu tinha encerrado relações há não mais de duas semanas.
Tive outras “melhores amigas irmãs de coração”.
Tem a que contei um segredo sério, uma coisa que jamais poderia sair da esfera de nossa amizade. No dia seguinte o colégio todo estava sabendo e eu de castigo em casa, após uma bela surra com vara de marmelo de um dos meus pais. Fui “bulinada” no colégio para o resto do ano.
Tem também a que, após eu entrar em depressão, pediu para que eu procurasse um lugar para morar sozinha, pois não agüentava mais conviver com o fato de eu ficar trancada durante dias no meu quarto.
Teve a amiga-irmã-de-coração que me roubou, a amiga-irmã-de-coração que achou injusto eu pedir para rachar a conta da cerveja, a amiga-irmã-de-coração que argumentou comigo que era melhor eu ficar quieta a lutar por meus direitos...
Nossa, posso ficar aqui horas e horas citando as amebas que atravessaram meu caminho. Muitas delas passaram a rasteira, outras cuspiram no prato que comeram. Outras simplesmente me acharam geniosa demais e preferiram, assim como crianças fazem com seus brinquedos velhos, trocar por pessoas mais pacatas e inertes.
O fato é que é fato. Não tenho muito faro para escolher quem valha alguma coisa.
Tá, tudo bem. Confesso novamente que estou sendo melodramática demais. Tenho pessoas que me rodeiam e que valem até o último pêlo do corpo, a última célula, o último grão de areia do deserto, a última (ou primeira – até porque a primeira sempre é mais gostosa que a última) bolacha do pacote. Sabe aqueles amigos que já te salvaram de morrer? Que independente do seu erro e dos seus defeitos, estão sempre te apoiando e dizendo para seguir em frente? Pois é... Tenho esses.
É... Pensando por esse lado, acho que não tive sorte com uns trastes de seres humanos para que eu valorizasse os que realmente valem à pena.
Acho, então, que sou uma sortuda. É é... uma sortuda!
P.S.: Texto dedicado aos que valem à pena. Cito alguns nomes: Jéssica, Vini, Angela, Gabi's, Cris, Aline, meu querido Rodrigo, Lu, Rê, Bruna. Vou lembrando e adicionando aqui, ok?
P.S.: Texto dedicado aos que valem à pena. Cito alguns nomes: Jéssica, Vini, Angela, Gabi's, Cris, Aline, meu querido Rodrigo, Lu, Rê, Bruna. Vou lembrando e adicionando aqui, ok?

Adoro seu blog. Sempre leio e me identifico. Seu jeito de escrever é muito particular.
ResponderExcluirJá estou a divulgar. Você merece destaque!
Abraços
Ana Lúcia
Você sempre valerá a pena. É o que importa!
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