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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Verão, cadê você meu amor?

Por mais que eu não goste de ficar torrando no sol, (não mais. Já fiz muito disso até compreender que meu tom de bronzeado é o rosa) amo o verão.
Sou daquelas que fica, durante nove dos doze meses, riscando os numerozinhos do calendário para ver quanto tempo falta para chegar a época mais ensolarada do ano. O problema é que estou incomodada com o verão. Incomodada não. Decepcionada! (O que, por pura conseqüência, me transforma em um ser constantemente irritado).
Amo tomar uma cervejinha na beira da praia, às vezes dar um tibum e curtir uma maresia.
São Pedro definitivamente anda indeciso lá em cima. Talvez seja porque nós, serem irracionais, estamos acabando com o mundo. Acho que se eu fosse ele faria até pior, mas o fato de pensar assim não ameniza meu mau humor com o que deveria ser a época mais feliz do ano.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Leite no bar

Tempos atrás fui ao bar do Paulo, um querido amigo meu. Imediatamente fui atendida por um garçom nervosamente simpático. Como eu frequentava direto aquele bar, sabia que o tenso atendente era novato e relevei sua tremedeira. Ao perguntar o que eu desejava,  para quebrar um pouco o clima, pedi leite.
Olhando com certo estranhamento, porém tentando não perder o foco de seu trabalho, disse-me que não vendiam leite no bar. Foi então que o rapaz, tentando demonstrar eficiência ao perceber que seu patrão chegava à mesa para me cumprimentar, começou a ler freneticamente o cardápio, dizendo tudo o que vendiam na casa.
Achei engraçada a situação e resolvi dar um pouco de “pano para a manga”. Após uma piscadela para Paulo, comecei a ter falsas crises de tristeza, dizendo para o garçom que eu não podia viver sem leite. Xinguei o dono do bar por não avisar a seus funcionários que clientes especiais como eu deveriam ter tudo o que pedissem.
A situação foi crescendo, o garoto ficando mais nervoso e meu amigo entrando no jogo. Paulo pediu para que o trêmulo iniciante buscasse imediatamente um copo de leite para mim. Acrescentou ainda que o leite era por conta da casa pelo mal entendido.
Não demorou cinco minutos até que o garçom chegasse de volta à mesa, rindo. Explicaram-lhe que isso era um trote e que eu gostava mesmo era de chopp!
Essa situação é lembrada até hoje por nós. O garçom em questão virou grande amigo!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O dom da antipatia




Não é raro as pessoas virem até mim para dizer o quanto achavam que eu era antipática antes de criarmos qualquer tipo de elo.

Bom, na verdade não falo na lata, mas mal sabem meus amigos que só deixei de ser antipática porque eles aprenderam a conviver comigo e consequentemente se adaptaram aos meus defeitos.

Não tenho só a cara. Sou uma antipática legítima.

Ai! Sabe de uma coisa, vou mudar o texto aqui. Falarei sinceramente o que penso sobre essa babaquice toda de antipático ou simpático.

Acho que as pessoas confundem educação com hipocrisia. Sei lá, tipo, se sou educada, não mando você catar coquinho na esquina e, por conseqüência, sou simpática. Só que, sendo simpática – por não mandá-lo catar coquinhos na esquina – posso estar sendo hipócrita (e hipocrisia é uma tremenda falta de educação, correto?) porque o que mais queria era vê-lo catando os benditos cocos. Sacou?

Não sou mal educada. Também não sou simpática. Educadamente sei fazer você entender que sua presença é insuportável para mim. Não faço questão de mostrar meus dentes para quem não merece ou, no mínimo, para quem ainda não tenho certeza de ser merecedor.

Entendeu onde entra o esquema da minha antipatia?

Outro dia explico mais detalhadamente todo esse lance.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Faça por merecer um Feliz Ano Novo


Estamos em 2012. Primeiro dia dele!

Pensar assim me convence de que o desafio é maior, difícil e talvez até um pouco inalcançável. Isso porque temos trezentos e sessenta e cinco dias (na verdade trezentos e sessenta e quatro dias e meio, tendo em vista que o de hoje já se foi pela metade) para corrermos atrás de tudo o que prometemos pulando as sete ondinhas ou comendo não sei quantas lentilhas.

O problema não é tentar dar conta das promessas - isso até é saudável e nos ajuda a pegar gosto pela lida diária da vida. O que realmente acho complicado é o numero inescrupuloso de coisas que nos propomos a fazer, ou melhor, o numero inescrupuloso de coisas que responsabilizamos o pobre do ano que está nascendo de fazer. Aí o de sempre: Todo Réveillon pedimos, prometemos e acreditamos que pararemos de fumar, compraremos um novo carro e teremos mais saúde, mas esquecemos de que tudo isso depende única e exclusivamente de nós.

Encerro meu breve texto com palavras de Drummond. Depois dele, não preciso dizer mais nada né?

Bom, como depois dele não direi mais nada, devo aproveitar e escrever agora então...

Desejo a todos um Feliz Ano Novo, repleto de realizações e com muita consciência de que se não fizermos por nós, ninguém fará.

Agora sim, o Drummond!
“Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”