Tempos atrás fui ao bar do Paulo, um querido amigo meu. Imediatamente fui atendida por um garçom nervosamente simpático. Como eu frequentava direto aquele bar, sabia que o tenso atendente era novato e relevei sua tremedeira. Ao perguntar o que eu desejava, para quebrar um pouco o clima, pedi leite.
Olhando com certo estranhamento, porém tentando não perder o foco de seu trabalho, disse-me que não vendiam leite no bar. Foi então que o rapaz, tentando demonstrar eficiência ao perceber que seu patrão chegava à mesa para me cumprimentar, começou a ler freneticamente o cardápio, dizendo tudo o que vendiam na casa.
Achei engraçada a situação e resolvi dar um pouco de “pano para a manga”. Após uma piscadela para Paulo, comecei a ter falsas crises de tristeza, dizendo para o garçom que eu não podia viver sem leite. Xinguei o dono do bar por não avisar a seus funcionários que clientes especiais como eu deveriam ter tudo o que pedissem.
A situação foi crescendo, o garoto ficando mais nervoso e meu amigo entrando no jogo. Paulo pediu para que o trêmulo iniciante buscasse imediatamente um copo de leite para mim. Acrescentou ainda que o leite era por conta da casa pelo mal entendido.
Não demorou cinco minutos até que o garçom chegasse de volta à mesa, rindo. Explicaram-lhe que isso era um trote e que eu gostava mesmo era de chopp!
Essa situação é lembrada até hoje por nós. O garçom em questão virou grande amigo!
Essa situação é lembrada até hoje por nós. O garçom em questão virou grande amigo!

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