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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Leite no bar

Tempos atrás fui ao bar do Paulo, um querido amigo meu. Imediatamente fui atendida por um garçom nervosamente simpático. Como eu frequentava direto aquele bar, sabia que o tenso atendente era novato e relevei sua tremedeira. Ao perguntar o que eu desejava,  para quebrar um pouco o clima, pedi leite.
Olhando com certo estranhamento, porém tentando não perder o foco de seu trabalho, disse-me que não vendiam leite no bar. Foi então que o rapaz, tentando demonstrar eficiência ao perceber que seu patrão chegava à mesa para me cumprimentar, começou a ler freneticamente o cardápio, dizendo tudo o que vendiam na casa.
Achei engraçada a situação e resolvi dar um pouco de “pano para a manga”. Após uma piscadela para Paulo, comecei a ter falsas crises de tristeza, dizendo para o garçom que eu não podia viver sem leite. Xinguei o dono do bar por não avisar a seus funcionários que clientes especiais como eu deveriam ter tudo o que pedissem.
A situação foi crescendo, o garoto ficando mais nervoso e meu amigo entrando no jogo. Paulo pediu para que o trêmulo iniciante buscasse imediatamente um copo de leite para mim. Acrescentou ainda que o leite era por conta da casa pelo mal entendido.
Não demorou cinco minutos até que o garçom chegasse de volta à mesa, rindo. Explicaram-lhe que isso era um trote e que eu gostava mesmo era de chopp!
Essa situação é lembrada até hoje por nós. O garçom em questão virou grande amigo!

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