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segunda-feira, 12 de março de 2012

O pornô (jento) nosso de cada dia

Estava procurando na net estatísticas sobre vítimas de violência sexual e afins, para minha pesquisa do TCC que – obviamente – fala sobre violência de gênero.
Fiquei abismada. Não. Abismada não! Horrorizada, escandalizada, enojada e tudo mais que não me vem à cabeça nesse momento ao me deparar com o incentivo à violência sexual produzido pelos milhares de sites pornôs. Expressar minha aversão à maldita apologia talvez não mude em nada essa triste realidade, mas aproveito o espaço para gritar, através das palavras, meu pedido de paz, no mínimo.
Voltando à pesquisa que estava fazendo para obter dados sobre o assunto, me deparei com uma infinidade absurda de sites pornôs que sobrevivem fazendo filmes onde mulheres são estupradas, espancadas, humilhadas. Sinceramente esse tipo de exposição do corpo feminino e da violência dedicada a ele não me causa tanto estranhamento. O que me enjoa é constatar, pelo numero de acessos, que muita gente procura por esse tipo de “diversão” na internet.
Filme pornô já é algo feito para caras solitários que, na grande maioria, têm como companheira uma boneca inflável. É tão necessário assim produzir filmes em massa de mulheres sendo estupradas? Qual o propósito disso?
Não consigo pensar em outra coisa como resposta às perguntas acima, senão o incentivo à continuidade desse machismo nojento e, claro, aumento, dos números nas estatísticas. 

Um comentário:

  1. Vivemos em uma cultura do estupro. Não adianta,por mais que busquemos essa tao sonhada igualdade de generos jamais é alcançada. Não critico a pornografia(tem gente que ve como arte, vai entender...) mas sim o machismo tanto de homens como mulheres que insistem em por na fogueira social mulheres que tentam ser livres.

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