Estava procurando na net esses dias alguma receita diferente, tipo algo que tivesse ingredientes saudáveis e pouco calóricos, mas de tamanho sabor quanto pizza ou batata frita.
Encontrei então a receita perfeita: Um macarrão oriental, que dentre vários ingredientes, tinha o tal do aipo. Anotei tudo direitinho e fui ao mercado comprar o que faltava para o prato do dia.
Chegando à seção hortifruti, deparei-me com aquela infinidade de verdes. Olhei durante alguns longos segundos para aquele show quase que monocromático de hortaliças até compreender que eu definitivamente não fazia a mínima idéia do que era um aipo.
Me dirigi até um moço que organizava a prateleira das frutas e com aquela cara de quem sabe o que está fazendo ali – porque logicamente quem come verduras sabe o que está comprando – perguntei se ele sabia onde tinha aipo. Ele deu uma olhada para a prateleira atrás de mim e disse: “Ali moça!”.
Simpaticamente, após olhar para a direção na qual ele havia apontado, agradeci. O que não ficou claro nessa ação e também nessa frase, é que não dei a entender que, ao olhar para tal direção, não vi nada. Quero dizer, até vi, mas era tudo tão igual que continuei na mesma.
Com a mesma cara de quem sabe o que está procurando, voltei ao moço e disse: “Moço, você tem certeza que tem aipo?”
Ele deu uma risadinha do tipo: “Hahahaha você não sabe o que é aipo” e indicou onde era novamente. Creio que dessa vez ele tenha feito de propósito, tendo em vista a cara que antecedeu sua indicação. Após me mostrar onde ficava o legume, perguntou: “Moça, você sabe o que é aipo?”. Creio que ele tenha me feito essa indagação após ver minha cara de orgulhosinha-derrotada.
Respondi que sabia sim, só não estava encontrando e ainda falei, tentando me justificar: “Ah, encontrei! Hehehe Se fosse uma cobra me picava”. Virei-me e novamente caminhei rumo ao maldito aipo, sem jamais perder a pose.
O fato é que eu não sabia o que era o raio do aipo e acabei pegando qualquer coisa que fosse verde e que se aproximasse do local onde ele havia me dito onde estava o produto para minha receita. Olhei de novo para o rapaz e dei um risinho meio amarelo, esperando qualquer aprovação, verbal ou facial. Ele riu e baixou a cabeça, continuando com seus afazeres.
Chegando ao caixa, descobri que tinha pegado aspargos. Isso me fez entender a ultima risada do garoto das frutas.

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