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terça-feira, 19 de junho de 2012

Duradoura crise Momentânea


Quer saber? Estou em crise. Crise para escrever aqui. Crise de vontade. Crise de criatividade. Crise de paciência. Crise de estima.
Faz meses, na verdade nem sei bem quantos, que não apareço por aqui. E sinceramente por pura falta de vontade. Agora que voltei, pensarei em algo para recomeçar a escrita. Só aviso que estou em outra fase da vida. Não sei se isso é bom ou ruim. 

Veremos.

sábado, 7 de abril de 2012

Uma rotatória na vida

E, do nada, você percebe que conduziu sua vida, a vida inteira, por uma rua circular. E de tanto ver o mesmo tipo de gente, o mesmo tipo de atitude, presenciar os mesmos defeitos que, querendo ou não, se tornaram parte majoritária de sua identidade, já não esboça qualquer sentimento quando qualquer coisa acontece.
Por isso tudo e um muito mais, você se surpreende ao se ver amarrada em uma história imposta a você. Também é motivo de surpresa perceber que você já não espera qualquer mudança de nada e que você tem nojo de muitos que o cercam. E independente de qualquer coisa, depende doentiamente do ar imundo expirado por essa gente podre.
Nada mais é motivo de expectativa. Você executa seus afazeres porque precisa fazer. Simples assim. Nem sabe direito o porquê dessa rotina, mas faz. Já não argumenta ou reflete sobre coisas, pois essa rotatória na qual você se ligou alienou sua alma. Qualquer anseio seu está atrofiado demais para tentar uma viela paralela. 

segunda-feira, 12 de março de 2012

O pornô (jento) nosso de cada dia

Estava procurando na net estatísticas sobre vítimas de violência sexual e afins, para minha pesquisa do TCC que – obviamente – fala sobre violência de gênero.
Fiquei abismada. Não. Abismada não! Horrorizada, escandalizada, enojada e tudo mais que não me vem à cabeça nesse momento ao me deparar com o incentivo à violência sexual produzido pelos milhares de sites pornôs. Expressar minha aversão à maldita apologia talvez não mude em nada essa triste realidade, mas aproveito o espaço para gritar, através das palavras, meu pedido de paz, no mínimo.
Voltando à pesquisa que estava fazendo para obter dados sobre o assunto, me deparei com uma infinidade absurda de sites pornôs que sobrevivem fazendo filmes onde mulheres são estupradas, espancadas, humilhadas. Sinceramente esse tipo de exposição do corpo feminino e da violência dedicada a ele não me causa tanto estranhamento. O que me enjoa é constatar, pelo numero de acessos, que muita gente procura por esse tipo de “diversão” na internet.
Filme pornô já é algo feito para caras solitários que, na grande maioria, têm como companheira uma boneca inflável. É tão necessário assim produzir filmes em massa de mulheres sendo estupradas? Qual o propósito disso?
Não consigo pensar em outra coisa como resposta às perguntas acima, senão o incentivo à continuidade desse machismo nojento e, claro, aumento, dos números nas estatísticas. 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Momento down

Vazia. Mais que nunca. Mais que sempre.
Em um momento, os planos da vida se desfazem, bem como o castelo que as ondas insistem em destruir.
Talvez o espaço sideral seja meu melhor destino. Assim como o corpo nada no nada à procura de alguma coisa para se firmar, a mente também bóia. Pensar em planos ou expressar qualquer otimismo seria inocência demais em dias sombrios.
A vida não é tão difícil. Bom, pelo menos foi isso que uma pessoa disse enquanto nadava em sua enorme piscina de ladrilhos desenhados. Acho que o que tal pessoa quis dizer, na verdade, é que a vida não deveria ser tão difícil. Sim, sim! Faltou o DEVERIA.
Lógico que pode soar um pouco dramático escrever lamentos. Sou dramática. Adoro isso! Até porque fazer drama sobre momentos em que as coisas vão demasiadamente bem e do nada – talvez não tão do nada assim, mas isso não vem ao caso – o único desejo é o de viver na total ausência de atmosfera é coerente.
Ah... Enfim. Parece-me inútil tentar expressar qualquer coisa, mesmo que seja através das palavras. Quando a mente nada em coisa alguma fica difícil escrever.
Sei lá.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Um vídeo animador para compensar minha ausência!

Oi gente! Quanto tempo né?

Desculpem-me pelo sumiço. Estou aproveitando a temporada e as férias da faculdade para trabalhar e juntar (ou pelo menos tentar juntar) uns trocos. Aí já viram né? O tempo que me resta uso para tentar curtir os últimos dias de descanso antes de entrar de cabeça nos projetos de aula novamente.
Bom, justificada minha ausência, posto um vídeo para o carnaval.
Tentem assistir e depois de amarem, gozarem, surtarem e dançarem junto com muita empolgação, digam que me amam por compartilhar algo tão legal com vocês!




Abraços e até breve pessoal querido!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Verão, cadê você meu amor?

Por mais que eu não goste de ficar torrando no sol, (não mais. Já fiz muito disso até compreender que meu tom de bronzeado é o rosa) amo o verão.
Sou daquelas que fica, durante nove dos doze meses, riscando os numerozinhos do calendário para ver quanto tempo falta para chegar a época mais ensolarada do ano. O problema é que estou incomodada com o verão. Incomodada não. Decepcionada! (O que, por pura conseqüência, me transforma em um ser constantemente irritado).
Amo tomar uma cervejinha na beira da praia, às vezes dar um tibum e curtir uma maresia.
São Pedro definitivamente anda indeciso lá em cima. Talvez seja porque nós, serem irracionais, estamos acabando com o mundo. Acho que se eu fosse ele faria até pior, mas o fato de pensar assim não ameniza meu mau humor com o que deveria ser a época mais feliz do ano.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Leite no bar

Tempos atrás fui ao bar do Paulo, um querido amigo meu. Imediatamente fui atendida por um garçom nervosamente simpático. Como eu frequentava direto aquele bar, sabia que o tenso atendente era novato e relevei sua tremedeira. Ao perguntar o que eu desejava,  para quebrar um pouco o clima, pedi leite.
Olhando com certo estranhamento, porém tentando não perder o foco de seu trabalho, disse-me que não vendiam leite no bar. Foi então que o rapaz, tentando demonstrar eficiência ao perceber que seu patrão chegava à mesa para me cumprimentar, começou a ler freneticamente o cardápio, dizendo tudo o que vendiam na casa.
Achei engraçada a situação e resolvi dar um pouco de “pano para a manga”. Após uma piscadela para Paulo, comecei a ter falsas crises de tristeza, dizendo para o garçom que eu não podia viver sem leite. Xinguei o dono do bar por não avisar a seus funcionários que clientes especiais como eu deveriam ter tudo o que pedissem.
A situação foi crescendo, o garoto ficando mais nervoso e meu amigo entrando no jogo. Paulo pediu para que o trêmulo iniciante buscasse imediatamente um copo de leite para mim. Acrescentou ainda que o leite era por conta da casa pelo mal entendido.
Não demorou cinco minutos até que o garçom chegasse de volta à mesa, rindo. Explicaram-lhe que isso era um trote e que eu gostava mesmo era de chopp!
Essa situação é lembrada até hoje por nós. O garçom em questão virou grande amigo!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O dom da antipatia




Não é raro as pessoas virem até mim para dizer o quanto achavam que eu era antipática antes de criarmos qualquer tipo de elo.

Bom, na verdade não falo na lata, mas mal sabem meus amigos que só deixei de ser antipática porque eles aprenderam a conviver comigo e consequentemente se adaptaram aos meus defeitos.

Não tenho só a cara. Sou uma antipática legítima.

Ai! Sabe de uma coisa, vou mudar o texto aqui. Falarei sinceramente o que penso sobre essa babaquice toda de antipático ou simpático.

Acho que as pessoas confundem educação com hipocrisia. Sei lá, tipo, se sou educada, não mando você catar coquinho na esquina e, por conseqüência, sou simpática. Só que, sendo simpática – por não mandá-lo catar coquinhos na esquina – posso estar sendo hipócrita (e hipocrisia é uma tremenda falta de educação, correto?) porque o que mais queria era vê-lo catando os benditos cocos. Sacou?

Não sou mal educada. Também não sou simpática. Educadamente sei fazer você entender que sua presença é insuportável para mim. Não faço questão de mostrar meus dentes para quem não merece ou, no mínimo, para quem ainda não tenho certeza de ser merecedor.

Entendeu onde entra o esquema da minha antipatia?

Outro dia explico mais detalhadamente todo esse lance.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Faça por merecer um Feliz Ano Novo


Estamos em 2012. Primeiro dia dele!

Pensar assim me convence de que o desafio é maior, difícil e talvez até um pouco inalcançável. Isso porque temos trezentos e sessenta e cinco dias (na verdade trezentos e sessenta e quatro dias e meio, tendo em vista que o de hoje já se foi pela metade) para corrermos atrás de tudo o que prometemos pulando as sete ondinhas ou comendo não sei quantas lentilhas.

O problema não é tentar dar conta das promessas - isso até é saudável e nos ajuda a pegar gosto pela lida diária da vida. O que realmente acho complicado é o numero inescrupuloso de coisas que nos propomos a fazer, ou melhor, o numero inescrupuloso de coisas que responsabilizamos o pobre do ano que está nascendo de fazer. Aí o de sempre: Todo Réveillon pedimos, prometemos e acreditamos que pararemos de fumar, compraremos um novo carro e teremos mais saúde, mas esquecemos de que tudo isso depende única e exclusivamente de nós.

Encerro meu breve texto com palavras de Drummond. Depois dele, não preciso dizer mais nada né?

Bom, como depois dele não direi mais nada, devo aproveitar e escrever agora então...

Desejo a todos um Feliz Ano Novo, repleto de realizações e com muita consciência de que se não fizermos por nós, ninguém fará.

Agora sim, o Drummond!
“Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”