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domingo, 30 de outubro de 2011

Memórias

E ela pede a você para parar
Se rasteja aos seus pés
Implora para não gritar

E você não pára
E você não liga
E você não entende

Tem prazer de vê-la sofrer
De analisá-la surtando
De fazê-la lembrar

Para quê humilhar 
Quando suas próprias memórias já dão conta disso tão bem?
Lâminas, destroços e frágeis fragmentos
Destruíram o corpo aparentemente indefeso
Explodiram a mente aparentemente sadia

Fantasmas insistem e sopram ao seu ouvido coisas nefastas
Coisas insanas, horrendas e tão belas
Vultos a prendem aos mais terríveis pesadelos
E, mesmo sabendo disso
Ela ainda opta por dormir...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Privada democrática

Desde que me conheço por gente [nasci muito orgulhosa. Sempre me vi como uma baita pessoa. Tsc tsc] escuto mulheres brigando com o sexo frágil – vulgo homens – por causa do maldito assento da privada.
Meninas! Não criemos pânico. Sério...
Não que eu ame abaixar o assento, mas tentem compreender que eles realmente não precisam pensar nisso (e nós também deveríamos seguir por esse caminho: o de relaxar um pouco).
Pórrrrque cargas atribuímos a eles a função de arrumar o trono para nós? Se temos a necessidade de sentar, então baixemos nós mesmas né? Eles não possuem essa necessidade e acho tão chato brigar por motivos tão inúteis... Concordam comigo que discutir relação é bem mais legal do que perder tempo tentando convencê-los a mudar de hábitos?  Eles nunca reclamam de levantar o assento e vamos ser sinceras, somos meio “cri-cris” demais às vezes né?
Sempre refleti sobre o quanto deve ser chato ter que pensar em acertar a mira e ainda lembrar de deixar o trono certinho para nós. Onde está a igualdade de gênero? Se for assim, então deveríamos arrumar a privada para eles tb né? Acho que essa discussão toda não é justificada e muito inútil. #prontofalei!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Falando um pouquinho deu!


Comecei a postar textos aqui e esqueci de apresentar a insana, às vezes maníaca, compulsiva e bipolar que vos escreve.

Já de cara adianto que muitos dos textos aqui expostos não terão qualquer nexo (talvez pelo fato da esquizofrenia – outra psicose que acabei não revelando lá na primeira frase – estar atacada no momento da confecção do texto). Acredito que alguns já tenham reparado nisso ou percebido algum resquício de dislexia crônica aguda, mas caso tenha passado em branco, fica o aviso.
A referida pseudo-escritora (yo), porém, nada de “pseudo-bem intencionada” tem. Ao contrário, ela (eu) até que possui um bom coração. Até tento através das palavras escritas, expor um mundo alheio ao normal. Isso não é bondade pura? Hein? Hein?
Bom, prosseguindo com a apresentação, vale dizer também que sou fanática, ou melhor, viciada por tudo que diz respeito à vida on line. Desde sites com coisas realmente úteis até coisas como blogs e redes sociais. Adoro catar pessoas, assuntos e tudo mais que seja catável através da Web. Considero-me também excelente fuxiqueira e caçadora de anônimos. Sim, anônimos! Mais especificamente, anônimos que se aproveitam de seu maldito anonimato para promover minha própria discórdia mental.
Gente, sério! Por acaso alguém consegue imaginar o quanto é difícil entrar em harmonia comigo mesma? Meu hemisfério direito discute quase que sem trégua com o esquerdo. Quando finalmente consigo fazê-los assinar um tratado provisório de paz, vem um ser eunuco e posta mensagens, comentários, manda emails, etc., sem sequer se identificar?
Ahhhh querido amigo (ou inimigo) ou simples leitor, não ouse brincar com meus hemisférios! Eles me fazem alucinar e encarnar a detetive histérica e psicótica. E aposto com você de que isso não é muito bom... Afirmo-lhe que, surtada, sou capaz de procurá-lo até no inferno (ou no Google) só para vê-lo, com muito prazer, humilhado, cantando cantigas de ninar para meu Direito e Esquerdo.
E para você que duvida das minhas palavras, não esqueça de que todo mundo que vive terá, no mínimo, seus 15 segundos de Search um dia. E sim, isso é uma ameaça. Munhuaaaa (risada malina, saca?).

De qualquer forma, espero que curtam o blog.
Ser maluco é normal! Han, han?

Sejam bem vindos

Beijos,
Ju Disconzi

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Também não precisa ofender né?!














Estava pensando sobre o que escrever quando resolvi pedir algumas sugestões de assuntos. Não interessava qual, apenas que me sugestionassem algo. Poderia ser sobre a morte da bezerra  ou, sei lá, o quanto a bunda de um nerd deve ser quadrada. Qualquer coisa.

Aí me deparei com a realidade da burrice (ou melhor dizendo, da preguiça de pensar) que existe ao redor de todos, sem exceção.  Fiquei tentando refletir sobre o quanto complicado pode ser você pedir uma opinião a alguém. Bom, confesso que não pensei exatamente na árdua tarefa de pedir conselhos e idéias, mas sim no quanto é chato você pedir ajuda a quem não sabe muito ser criativo e, para piorar, tenta colocar água gelada nas suas intenções.

Você tenta ser legal, ir ao bar, ser simpática (não tento muito isso, mas juro que vou começar a pensar sobre), ser parceira para todas as horas, quebrar o galho de todo mundo, etc., e o que você recebe ao pedir um único auxiliozinho? Pior do que receber um não (até porque essa resposta caberia, sem o mínimo problema) é receber um: “Olha, não é querer te ofender, massss...” ou então: “ai, não ia te falar isso, maaaassss...”.

Gente, isso me irrita de uma forma estonteante! Só eu que tenho a nítida impressão de que sempre que uma frase inicia com “sem querer ofender, masssss...”, a pessoa acaba ofendendo?

Isso sempre acontece comigo. Até que nunca dei muita bola, mas poxa! Custava só dizer: “Amiga, sou burrona, sem criatividade e preguiçosa! Não tenho idéias, mas se aparecerem, juro que tentarei te dar uma mão”?

Nãoooo, burrona, sem criatividade e preguiçosa JAMAIS se prontificará em assumir sua inutilidade! Ao contrário! Prefere começar a frase com ”sem querer ofender, mas já ofendendo... não me empolgo muito em leitura e acho que tentar escrever em um blog não acrescenta nada a ninguém, por isso nem penso em sobre o que você poderia escrever... desculpe!”. Ahhh, peloamor! Eu não peço para que alguém escreva alguma coisa e me dê pronto (JAMAIS FAREI ISSO! QUE FIQUE  CLARO!). Tenho paixão pela escrita e acho que, com a prática, até posso escrever alguma coisa realmente útil algum dia (nem que seja o TCC ou uma cartinha bonitinha para minha mãe).

Só pedi sugestões! Tentar justificar sua preguiça em cima da boa vontade dos outros é mais jegue (sem querer ofender o bichinho, é claro) do que ter preguiça de pensar, santa!

Sempre ficarei ofendida. Se não quer ofender, não peça desculpas antecipadas! 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

De que maçã estamos falando mesmo?


Um dia depois da morte do famoso Steve Jobs – co-fundador da Apple – a não tão famosa – e inteligente – mulher Maçã, pronunciou-se, declarando seu choque ao saber do falecimento do magnata.
Para ela, sua fama tem uma conexão direta ao brilho de “ESTEVE” Jobs (gritos de terror).

Lendo isso, fiquei tentando – juro! – fazer alguma conexão entre as maçãs (conexão, “Esteve”, maçã...) Hã, hã.. É! Meio difícil pensar em qualquer coisa que apresente qualquer sentido...

Bom, depois dessa, só me resta dizer que exijo o direito de aliar minha fama à vida e sucesso de Amy Winehouse.  Lógico! Porque não pensei nisso antes?!
Amy, com sua “voz de jazz e blues” e eu, tudo a ver! Por motivos óbvios, não explicarei detalhadamente nossa íntima verossimilhança. Nosso talento nato, nossa voz perfeita, nosso tudo tudo tudo! Não há argumentos! Sou eu a encadernação da “Amynha” (apelido carinhoso que dei à cantora – tinha intimidade para chamá-la assim! Morram de inveja! xD).

Gente! Peloamor! Tenham piedade (de mim, é claro!). Não esperem muita coisa desse textículo. Minhas palavras estão falhas. Bom, para ser bem sincera, estou tão emocionada em saber que estou tendo a oportunidade de dedicar um texto a alguém tão, tão... tão íntima da Apple, que não consigo nem me expressar direito. Acho que não sou merecedora disso. Sou uma ameba mesmo! Que vergonha Ju Disconzi (eu tá?).
 Complicado escrever qualquer coisa que possa aliar a moça da maçã ao moço “desses telefones ultra-mega-modernos”, mas juro que tentei ok?
E viva as maçãs mordidas!

Vermelho Anjo meu


Um pouco de devaneio, só pra variar!


Fique comigo Anjo meu
Conte-me uma história para finalizar
Algo que me faça, finalmente, fechar os olhos e dormir...

Voar pelas nuvens
Doces nuvens de algodão
Algodão doce
Doces de algodão

Fique comigo Anjo meu
Arraste-me por tudo e me faça esquecer
Minha inconstância e solidão
Minha ruborizada mente morta
Inquieta, aguarda por respostas

O que fiz para não poder viver com você para toda a eternidade?
Meus atos foram tão falhos assim para que me tenha transformado em não merecedora de você?
Por que não me leva logo para sua aldeia
E me nina como sempre implorei?

Só preciso descansar um pouco
Minha melhor versão se encontra nesse implorado silêncio
A paz que tenho é proposital

Como faço para te ter, Anjo meu?
Como faço?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Coisas não causam medo.


Não, não tenho medo de muitas coisas. Na verdade, o que me causa um pouco de temor não são as coisas em específico, mas o que elas podem me causar. Não delas, entendeu? Han? Han?
O pânico de me “estripufar” é o que mais me deixa em pânico. Coisas não fazem mal por si só. Coisas CAUSAM mal por elas próprias.
Sempre afirmo que tenho medo de experimentar certas comidas. Muitos me acham maluca. “Como assim sentir medo de comida?” Tento explicar que não é da coisa e sim da conseqüência. Logicamente poucos compreendem, mas para mim faz o maior sentido.
Póóóórrrrque devo experimentar algo como couve refogada, por exemplo, que para minha mente, parece com algo análogo a vômito? Couve até pode me trazer benefícios milagrosos à saúde, mas e o vômito? Quem me convence de que aquela coisa de aparência pegajosa, molenga e fétida não possui alguma substância que cause um ataque fulminante nas lombrigas habitantes em meu organismo e me mate?
 Creio que a aversão às coisas se deva ao meu medo de morrer. Por que não?
Se eu ler um contrato do cartão de crédito, verei frases tão bem introduzidas em meio a palavras mentirosamente muito bem escritas, me convencerei facilmente de que alguém está tentando me enganar. Se ler a cartilhazinha que colocam no bolsão, atrás do banco de cada poltrona do avião, chegarei à conclusão de que sim! Meu avião cairá. Não presto atenção ao que a comissária de vôo explica antes da decolagem – até porque os encostos das poltronas são altos demais para que eu enxergue qualquer coisa além do cabeção logo a minha frente. Sendo assim, não saberei o que fazer em um pouso de emergência – vulgo queda da aeronave – sobre o oceano ou à mata atlântica, portanto, morrerei!
Dei dois exemplos banais, mas factuais. Independente de quanto a coisa – couve refogada ou aeronave – me traga benefícios, morrerei. 
Tenho medo da morte, não das coisas. Tudo bem que as coisas é que são causadoras, mas se as tripinhas de couve refogada me engasgarem ou se causarem um ataque fulminante nas bichas dentro de mim devido a sua nojenta aparência de “couve refogada” ou, ainda, se os acentos flutuantes dos bancos dos aviões não flutuarem, morrerei.
Por essa e por outras evito gostar de coisas. Principalmente de couve e cartilhas de avião!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nem tudo precisa ser bulling


Esses dias me perguntaram por que eu defendo o bulling. Respondi que não defendo o bulling, obviamente. Sou contra esse ato terrorista que convence as pessoas mais estranhas do mundo a se sentirem realmente estranhas.
Quando eu era pequena, era desengonçada, gordinha, usava grandes óculos redondos cor-de-rosa, que, mesmo sendo enormes, quase desapareciam em meio as minhas bochechas coradas. Sem falar do meu nariz, que de tão pequeno, parecia um clitóris. Devo ressaltar que essa descrição toda aí não saiu somente da minha imaginação fértil não. Eu sofria bulling!
 O máximo que eu escutava como consolo dos adultos que me rodeavam era: Juliana vai estudar e pare de ser manhosa. Seus coleguinhas são bobões. Eles dizem isso por que tem inveja de você. Inveja??????? De quê?????? Do clitóris implantado no meio da minha cara, do cabeção fixado em cima do meu pescoço ou das grandes bochechas coradas? Pelo amor gente! Não tentem consertar uma coisa que já é ruim o    
suficiente. Quanto mais se fuça, mais choca!
Não vou dizer que ser humilhada no colégio não me afetou. Hoje sou um pouco meio psicótica, mas pelo menos não saí matando ninguém.
O que eu quero dizer quando afirmo que estão dando bola demais ao bulling, é que as crianças não têm mais chance de crescerem naturalmente, aprendendo a lidar com as barreiras, hora estapafúrdias, hora mais sérias, que a vida impõe.
Eu era a ultima a ser chamada para o time de qualquer coisa que se jogasse na educação física, era tão estranha que passava o recreio todo trancada no banheiro, comendo um enorme cachorro quente sentada na privada. Minha vida era tão infernal, que era praxe sair correndo desesperadamente após o término de cada aula para que uma menina 150kg maior e mais estranha que eu não me pegasse e enchesse de cascudos ou afogasse na privada.
Gente, fala sério! Isso não é motivo suficiente para que uma criança desenvolva o serial killer que cada um possui dentro de si?
Só acho que devemos ter cuidado para não transformar uma indiferençazinha infantil, facilmente resolvida com o decorrer do tempo, em desculpa para a super proteção. Existe bulling sim, é realmente triste. Mas transformá-lo em cavalo de batalha também já é demais né?!

Shiiiii! Ferrou!



Estava procurando algo sobre TPM, quando encontrei alguns textos sobre a TPM masculina.
Já tinha escutado alguma coisa a respeito, mas confesso que nunca tinha dado muita bola. Talvez por não acreditar que ela realmente existisse para os seres do sexo frágil (vulgo HOMENS).
Acho um porre tentar explicar que não somos frescas e sim suscetíveis aos hormônios. Talvez agora, finalmente, alcancemos uma melhor compreensão masculina. 
Finalmente nossa hora chegou, meninas do meu Brasil!
Dias solitários de choro compulsivo, raiva incontrolada, ódio mortal pelas banhas que insistem em saltar das roupas devido ao inchaço e desespero insaciável por chocolate estão fadados a chegarem ao fim. A partir de agora, poderemos dividir nossas caixas de lenço.
Homens também têm TPM. Na verdade, a sigla certa para citar a TPM dos fortões, é SHI (Síndrome do Homem Irritável). Ousaria brincar um pouquinho com o assunto, dizendo que TPM, para eles, só vem por falta de sexo e dinheiro, mas nãoooo! Jamais ousaria fazer qualquer piadinha sobre algo tão sério. Até porque se o nosso problema deve ser compreendido, o deles também deve ser, não é mesmo?
Não tentarei explicar o que acontece biologicamente, as alterações e tudo mais que fazem daqueles que mais nos querem longe no período de choros e raivas avassaladoras serem submetidos a tão iguais sintomas, mas resumindo um pouco e explanando superficialmente, a Shi é uma alteração hormonal (parece que queda dos níveis de testosterona).
Agora, na condição de mulher assumidamente sofredora e raivosa uma vez por mês, exijo colo, carinho, atenção e afeto nesse período. Aos homens, levem esse conselho a sério: Não subestimem nosso poder de compreensão e também de vingança, caso não sejamos tratadas com tudo o que precisamos para passarmos por um período - agora - tão comum entre nós, não é mesmo?

Silêncio cretino

Esse silêncio cretino a torna falante. 
Insuportavelmente falante. 
Sufocantemente, soluçantemente, falante.

Joga com as palavras de uma forma frenética, histérica, bem como sente, sente-se.
Seu silêncio a faz pensar e usa-se de um álcool amargo, venenoso, para expor coisas que não pensa, coisas que não é.
Esse jogo que tenta fazer já não a dribla mais. Tentar pensar que é normal está matando-a. Consumindo-a. Enganando-a.

Sua fala trêmula revela uma verdade escondida. 
O que aconteceu, aconteceu. 
Inevitável tentar mudar. 
Inútil tentar esquecer. 

Tentar compreender a matará, a sufocará, a esquartejará.
É estranho pensar nisso, pois jamais será o teor de suas agitadas conversas.
Seu estonteante jogo de palavras embebeda o mais sóbrio ouvinte, mas jamais expõe a verdade.

Esse silêncio é cretino. Cretino.