Esse silêncio cretino a torna falante.
Insuportavelmente falante.
Sufocantemente, soluçantemente, falante.
Joga com as palavras de uma forma frenética, histérica, bem como sente, sente-se.
Seu silêncio a faz pensar e usa-se de um álcool amargo, venenoso, para expor coisas que não pensa, coisas que não é.
Esse jogo que tenta fazer já não a dribla mais. Tentar pensar que é normal está matando-a. Consumindo-a. Enganando-a.
Sua fala trêmula revela uma verdade escondida.
O que aconteceu, aconteceu.
Inevitável tentar mudar.
Inútil tentar esquecer.
Tentar compreender a matará, a sufocará, a esquartejará.
É estranho pensar nisso, pois jamais será o teor de suas agitadas conversas.
Seu estonteante jogo de palavras embebeda o mais sóbrio ouvinte, mas jamais expõe a verdade.
Esse silêncio é cretino. Cretino.
Não fale por falar...
ResponderExcluirFale por pensar...
Pessoas como você sabem muito bem fazer isso, só se negam, e isso é triste...
Muito bom seu texto garota!
Sou seu fã!