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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A saga do Natal

Acho que de todas as épocas do ano, essa de natal é a que me deixa mais melancólica, irritada, pensativa e faminta.
Já explico que o “faminta” é pelo fato de eu ser vegetariana e aí já viu né?  Acho que Cristo, na noite de seu nascimento, decretou que vegetarianos deveriam ser expulsos da ceia de comemoração de seu aniversário por serem pecadores e covardes ao se negarem em comer animais especialmente mortos para o santo festejo. Sendo assim, o que resta para essa miserável pecadora são o arroz, frutas e alguma coisa que eu invente na hora para não correr o risco de misturar o arroz com, sei lá, maça e pêssego em calda.
Mas voltando à melancolia e outros sentimentos nostálgicos que essa época do ano me traz, acho, definitivamente, um absurdo, uma ofensa, um horror, o consumismo maluco e ridículo que se instala na mente do povo. Não podemos culpar o comércio por isso não. Ele está fazendo sua parte nesse negócio todo de dinheiro. Sua intenção é manter as atividades econômicas ativas e bem estabelecidas. Nada a mais.
Propagandas apelativas, promoções relâmpagos, juros mínimos nos parcelamentos de 24 meses (daqui a dois natais você terminará de pagar aquele celular com wifi que deu ao seu filho de nove anos e que já não funcionará no Natal que vem). Crianças emburradas por “só terem ganhado” um vídeo game do Papai Noel, adultos estressados com a maldita ceia que está dando trabalho demais, com o defunto no forno que não ficará pronto até a meia noite, parentes reunidos se metendo em suas decisões, indagando o porquê de você ter resolvido mudar os sofás de lugar. O dia inteiro de preparação para uma noite que se acabará em minutos, com todos entupidos de comida e com sono.
Sei lá, na minha infância o natal parecia ter outros sentidos. Cansei de comer coisas simples na noite natalina e ganhar do Papai Noel presentes simples que, na maioria das vezes, não tinham nada a ver com que eu tinha pedido na cartinha. Sempre aceitei de boa esse lance de o Papai Noel não dar bola para meus pedidos. Sabia que ele era um cara muito ocupado e que era impossível atender ao pedido de todas as crianças do mundo. Minha mãe sempre me disse que o importante era a confraternização, a união da família e todas essas coisas clichês, que hoje em dia ninguém mais pensa.
Outra coisa que sinceramente me incomoda é o fato de ser, o Natal, uma festa cristã. Não que eu tenha algo contra os cristãos, mas são eles mesmos que se contradizem. Venho de família evangélica e sei o quanto minha infância e adolescência foram maçantes com essas viagens de comemorações de sei lá o que de Jesus Cristo.
Ressalto que não estou aqui para falar mal de crenças ou defender minha fome na ceia exagerada de natal. Apenas quero, com esse texto, expor minha indignação com os valores perdidos e com o consumo exagerado de tudo – comidas, presentes, etc .
Gostaria que o Natal fosse extinto do calendário dos adultos e que a inocência das crianças, ao receberem o que o Papai Noel pôde dar, fosse recuperada. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ah, o aipo!

Estava procurando na net esses dias alguma receita diferente, tipo algo que tivesse ingredientes saudáveis e pouco calóricos, mas de tamanho sabor quanto pizza ou batata frita.
Encontrei então a receita perfeita: Um macarrão oriental, que dentre vários ingredientes, tinha o tal do aipo. Anotei tudo direitinho e fui ao mercado comprar o que faltava para o prato do dia.
Chegando à seção hortifruti, deparei-me com aquela infinidade de verdes. Olhei durante alguns longos segundos para aquele show quase que monocromático de hortaliças até compreender que eu definitivamente não fazia a mínima idéia do que era um aipo.
Me dirigi até um moço que organizava a prateleira das frutas e com aquela cara de quem sabe o que está fazendo ali – porque logicamente quem come verduras sabe o que está comprando – perguntei se ele sabia onde tinha aipo. Ele deu uma olhada para a prateleira atrás de mim e disse: “Ali moça!”.
Simpaticamente, após olhar para a direção na qual ele havia apontado, agradeci. O que não ficou claro nessa ação e também nessa frase, é que não dei a entender que, ao olhar para tal direção, não vi nada. Quero dizer, até vi, mas era tudo tão igual que continuei na mesma.
Com a mesma cara de quem sabe o que está procurando, voltei ao moço e disse: “Moço, você tem certeza que tem aipo?”
Ele deu uma risadinha do tipo: “Hahahaha você não sabe o que é aipo” e indicou onde era novamente. Creio que dessa vez ele tenha feito de propósito, tendo em vista a cara que antecedeu sua indicação. Após me mostrar onde ficava o legume, perguntou: “Moça, você sabe o que é aipo?”. Creio que ele tenha me feito essa indagação após ver minha cara de orgulhosinha-derrotada.
Respondi que sabia sim, só não estava encontrando e ainda falei, tentando me justificar: “Ah, encontrei! Hehehe Se fosse uma cobra me picava”. Virei-me e novamente caminhei rumo ao maldito aipo, sem jamais perder a pose.
O fato é que eu não sabia o que era o raio do aipo e acabei pegando qualquer coisa que fosse verde e que se aproximasse do local onde ele havia me dito onde estava o produto para minha receita. Olhei de novo para o rapaz e dei um risinho meio amarelo, esperando qualquer aprovação, verbal ou facial. Ele riu e baixou a cabeça, continuando com seus afazeres.
Chegando ao caixa, descobri que tinha pegado aspargos. Isso me fez entender a ultima risada do garoto das frutas. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Maus tratos a animais - O que está havendo com o mundo?

Pela defesa dos animais. Diga BASTA à violência !
Tinha decidido escrever sobre meu gatinho hoje, o Chaplin, um bebezinho cutcut que adotei domingo e que já amo mais que a vida. A intenção era escrever sobre o quanto é bom ter um pet, vê-lo crescer e cuidar dele e tentar retribuir com o máximo de carinho possível, todos os momentos maravilhosos que ele me proporciona. Sorrir sozinha por ver uma traquinagem, observá-lo brincando com a bolinha pendurada por um fio preso ao teto ou com uma bolinha de papel de pão feita na hora, ser recebida com muitos miados mimosos ao chegar em casa... Não. Isso definitivamente não tem preço.

Seus olhinhos verdinhos, seus dentinhos de leite afiadinhos, o prazer de escutar a raçãozinha sendo trituradinha, ficar feliz por simplesmente perceber que ele se adaptou bem ao novo ambiente. Não encontro palavras para dizer o quanto isso faz bem a um pobre ser humano, tão acostumado às malícias da vida, tão maldoso, tão irracional.

O que quero escrever, na verdade, não é exatamente sobre o Chaplin – com muito pesar, porque queria mesmo falar sem parar do meu bebezinho – mas sobre o que acabei de assistir no youtube e que está circulando a todo vapor na net. Confesso que ainda estou em choque., engasgada, com vontade de chorar e de matar a protagonista maldita dessa história de incalculável crueldade.

Bom, estou me referindo à história escabrosa da enfermeira Camilla Corrêa Alves de Moura Araújo dos Santos, a filha da mãe que matou a pauladas, eu disse: “MATOU A PAULADAS” um pequenino, indefeso e inocente cãozinho. Assisti há pouco o vídeo que me fez chorar e embrulhar o estômago. O que ajuda mais ainda a alimentar minha ira – e aposto que a de milhares de pessoas – é que além da frieza e maldade, Camilla é profissional da área da saúde e agiu na frente de seu filho de aproximadamente três anos, outro ser pequenino, inocente e indefeso.

E eu aqui, pensando nas melhores palavras para falar do Chaplin quando começo a ver postagens em cima de postagens no Facebook e em outros sites, falando sobre o caso. Uma infeliz assim não merece ser chamada de humana. Muito menos de qualquer coisa que a coloque em qualquer patamar de qualquer coisa que a identifique como ser vivo.

Postarei logo abaixo o vídeo que, particularmente,
não recomendo assistir, porém faço o apelo para que assinem a petição que exige justiça, pedindo para que essa vagabunda seja condenada (confesso que tenho vontade de fazer o mesmo com ela, mas tenho certeza de que o que aqui se faz aqui se paga e o que é dela está por vir).

Bom, sem mais no momento, eis o link da PETIÇÃO e do vídeo.

Conto com vocês, ok?


Youtube


Bjocas Ju

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Por favor, valorize-me

Geralmente tento pensar em alguma coisa para escrever para que seja lido de forma despretensiosa, tipo, sei lá... Pessoas conversando na rua e uma delas demonstrando total desinteresse pelo assunto ou a comissária de vôo que, ao dar as informações para que eu saiba o que fazer em caso de queda da aeronave, acaba me fazendo entender que sim, eu vou morrer e não era para estar ali naquele vôo. Hoje, todavia, não estou muito no espírito para escrever coisas com qualquer tom irônico ou, no mínimo, despretensiosas.
Meu espírito hoje, assim como o de um bom ser bipolar, que hora se encontra sorridente, hora extremamente triste e gastando rolos de papel higiênico (ou lencinhos, caso o ser em questão seja mais chique que eu) para secar as lágrimas, encontra-se um pouco assim, meio... Como dizer? Sensível? Não, não... Sensível – o espírito – não! Até porque ele está bem raivoso para que tenha tempo de pensar em qualquer sensibilidade.
Sentimental! Acho que é melhor nominá-lo como sentimental, pois essa palavra abre um enorme leque de sub-denominações. Nostálgico, melancólico, raivoso, sozinho, fraco, saudoso, alegre, amoroso... Sim. Sentimentalismo é o que meu espírito excreta hoje.
Vi muitas coisas, li outras tantas, lembrei de infinitas mais e, de certa forma, isso possibilitou certo enturvamento sobre o modo como qual estou assistindo as vidas (e a minha própria) ao redor discorrerem.  Parei para pensar (momento blasé total) e depois de escutar algumas opiniões sobre infinitos tipos de assuntos que, independente do meu ponto de vista, continuam sendo opiniões, percebi o quanto o ser humano é faminto por atenção.
Não que eu ache isso errado. Na verdade até concordo e acho necessário vivermos em grupo. O problema é que estamos fazendo isso errado.  No meu (eu disse MEU, ok?) ponto de vista só aceitamos viver assim para que, em algum momento da vida, por menor que ela seja, sejamos vistos, percebidos, enaltecidos. Sei que existem inúmeras teorias e estudos que, sinceramente no momento não me interessam, sobre a necessidade de nosso agrupamento enquanto animais. Independente da opinião que cada um defende, continuo com a minha – a de que precisamos ser percebidos. Pelo menos nos dias de hoje.
Modero um perfil feminista no facebook e hoje recebi um email extremamente ofensivo, onde o sujeito declarava seu total desprezo pela causa e que mulheres como eu (?) estavam fadadas ao fracasso. Mulheres como eu? Não sei quem é o indivíduo sexualmente perturbado que proferiu, além do que já citei (a paradinha do meu fracasso iminente), palavras que nem compensam serem transcritas aqui, mas que ele precisa de atenção precisa. Outro exemplo, ainda sobre a defesa pelos direitos das mulheres e o fim (pelo amor de zeus) da violência das mesmas, é que já percebi que quando resolvo tocar no assunto o que mais sobram são olhares cruzados, que meio que traduzindo, significam: “Ai, que saco! Novamente a Ju falando disso!”.
Refletindo sobre o email do adolescentezinho cheio de raiva no coração, sobre o fato de pessoas falarem sem escutarem umas às outras, expondo seus pontos de vista excitantemente e sobre os olhares que se cruzam, revelando impaciência com temas tão frágeis e mal tratados, cheguei à conclusão de que sim (!), o conceito de sociedade já fugiu às regras (se é que elas algum dia existiram de fato) de sobrevivência e tomou caminhos egoístas, onde só se devota algum carisma e amizade (?) a quem nos mantém sobre pedestais de diamantes. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Da série: São Paulo – Esse Pê - Episódio 1

Coisa de maluco é ir a São Paulo em época de Natal. Tipo, é literalmente, gostar de sofrer à toa.

Aproveitei a ida à terra de ninguém, ou melhor, de todo mundo, para comprar – ou tentar comprar – umas coisinhas de Natal na famosa 25 de Março.
Sinto calafrios só de lembrar. Entrei numa tal loja de “armarinhos” (que p*#@~ é isso?). Na minha santa ignorância, armarinho é tipo um armário pequeno, usado para guardar, enfim, coisas pequenas (?). Mas essa loja que tive a infelicidade de entrar ao invés de vender armários, vendia tudo que podemos imaginar de muambas, desde, sei lá, fita durex até coisas como mangueira de jardim, utensílios para cozinha e árvores gigantescas natalinas.
Já na entrada dei de cara com a mangueira de jardim. Estava lá: Mangueira 50m por R$ 43,00. Sério, achei muito barato. Engatei a dita cuja no braço e segui. Nos próximos cinco passos, me deparei com o que eu queria: luzinhas de natal. Pisca com 100 luzinhas por R$ 3,90. Enlouqueci! Peguei um cestinho e separei 15 caixinhas.
Estava eufórica. Nunca na vida eu ia decorar a casa para o natal com luzinhas tão baratas.
E lá estava eu, com minha mochila pendurada para frente (é o único jeito de não ser assaltada), com uma mangueira de 50 metros pendurada em um braço e com o cestinho no outro, atrolhado de piscas de R$ 3,90. Logo fiz minha primeira desistência dentro da loja de armarinhos que vende mangueiras e luzinhas (dentre outras bilhares de coisas nada a ver, como já comentei anteriormente).
Acho relevante citar, que além de estar entupida de coisas pesadas nas mãos, tinha ainda a missão de vencer das 500 mil pessoas que disputavam cada metro quadrado, cada centímetro cúbico de oxigênio, que literalmente não sabem o que significa aquelas palavrinhas mágicas “com licença”, “obrigado”, “por favor” e “desculpe”. A regra é clara naquele ambiente: quanto mais inconveniente, fedido e mal educado você for, mais vantagens você leva.
Bom, voltando à minha primeira desistência, deixei, com muito pesar, a mangueira. Acho que caí na real e percebi que, além de não ter nada a ver eu comprar uma mangueira em São Paulo, era impossível minha sobrevivência dentro daquela loja com aquele troço engatado em mim.
Após minha sábia decisão de abandono, pude me dedicar com mais atenção à escolha dos piscas natalinos de R$ 3,90. Liguei pisca por pisca na tomada de teste. Maravilha! Todos funcionando. Fiquei na dúvida se pegava mais, mas consegui controlar minha compulsão.
Gente, vocês não têm noção. Fiquei aproximadamente 30 minutos dentro da dita loja e percorri, no máximo, uns 10 metros. Bando de gente maluca pisando uns nos outros por causa de pisca-pisca de R$ 3,90? Ah baby, sorry! Cheguei à conclusão de que não, eu não estava fazendo isso direito.
Fiz, então, minha segunda desistência. O cestinho com as luzinhas. Confesso que isso doeu um cadinho no coração (não pelo fato da não compra, mas pelo fato de ter perdido 30 minutos da minha vida com um bando loucos que mais lembravam viciados em comprimidos tarja preta quando vêem os remedinhos serem descartados na privada).
Saí de lá escabelada, arrasada (ta gente, eu queria mesmo aquela mangueira e as luzinhas), suada, dolorida, com raiva e querendo (mesmo) minha cama.
Se você está imaginando o quanto foi ruim, acredite, foi terrivelmente pior.
Acabei pulando detalhes sórdidos lá no início do texto, como o fato de, além da minha mochila pendurada na barriga, a mangueira e o cestinho, estar arrastando um carrinho com uma mala muito, mas muito pesada, mas isso dá um outro texto. Outra hora escrevo sobre.
 Fiquei me perguntando o que faz as pessoas enlouquecerem dessa forma por causa de R$ 3,90 (não estou usando isso para me sentir mais confortada, ok?). Sei que é a economia, mas lutar contra milhões de pessoas por causa de uns piscas-piscas não é de deus. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Colapsos da amizade



A coisa que mais me irrita, chateia e me dá vontade de esganar (de me esganar, geralmente) é ter que assumir minha bestialidade por ter dedicado um minuto que seja de atenção a alguém que não merece.

Sou campeã nisso. Elejo gente errada para conviver o tempo todo. Se fosse só conviver, tudo bem. O problema é ter que assumir que além de eleger mal, perco minha energia, tempo, geralmente dinheiro e esperança de que alguém presta no mundo.

Tá tá tá, estou sendo melodramática eu acho com esse lance de “ninguém presta”, ninguém me ama, ninguém me quer. Sei que tem gente que é exceção, mas ainda não me deparei com ela.  Tá, me deparei sim. Mas estou falando de quem não vale o que come, né? Prossigamos então.

No esquema da amizade, já tive de todos os tipos. Tive a que considerava alma gêmea, tipo irmã de coração mesmo, daquelas que você faz tanta questão de estar junto que não importa o quanto a furada é a furada, você encara de frente e se ferra junto. Era tudo muito perfeito, até descobrir que minha “Irmã de coração” está namorando sério com o menino que eu tinha encerrado relações há não mais de duas semanas.

Tive outras “melhores amigas irmãs de coração”.

Tem a que contei um segredo sério, uma coisa que jamais poderia sair da esfera de nossa amizade. No dia seguinte o colégio todo estava sabendo e eu de castigo em casa, após uma bela surra com vara de marmelo de um dos meus pais. Fui “bulinada” no colégio para o resto do ano.

Tem também a que, após eu entrar em depressão, pediu para que eu procurasse um lugar para morar sozinha, pois não agüentava mais conviver com o fato de eu ficar trancada durante dias no meu quarto.

Teve a amiga-irmã-de-coração que me roubou, a amiga-irmã-de-coração que achou injusto eu pedir para rachar a conta da cerveja, a amiga-irmã-de-coração que argumentou comigo que era melhor eu ficar quieta a lutar por meus direitos...

Nossa, posso ficar aqui horas e horas citando as amebas que atravessaram meu caminho. Muitas delas passaram a rasteira, outras cuspiram no prato que comeram. Outras simplesmente me acharam geniosa demais e preferiram, assim como crianças fazem com seus brinquedos velhos, trocar por pessoas mais pacatas e inertes.

O fato é que é fato. Não tenho muito faro para escolher quem valha alguma coisa.

Tá, tudo bem. Confesso novamente que estou sendo melodramática demais. Tenho pessoas que me rodeiam e que valem até o último pêlo do corpo, a última célula, o último grão de areia do deserto, a última (ou primeira – até porque a primeira sempre é mais gostosa que a última) bolacha do pacote. Sabe aqueles amigos que já te salvaram de morrer? Que independente do seu erro e dos seus defeitos, estão sempre te apoiando e dizendo para seguir em frente? Pois é... Tenho esses.

É... Pensando por esse lado, acho que não tive sorte com uns trastes de seres humanos para que eu valorizasse os que realmente valem à pena.

Acho, então, que sou uma sortuda. É é... uma sortuda!

P.S.: Texto dedicado aos que valem à pena. Cito alguns nomes: Jéssica, Vini, Angela, Gabi's, Cris, Aline, meu querido Rodrigo, Lu, Rê, Bruna. Vou lembrando e adicionando aqui, ok?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Boletim da Psicótica

Caros leitores, informo-lhes que o blog anda passando por uma breve fase de inutilidade devido à grande falta de ociosidade da insana que vos escreve.
Final de semestre é um oh. Não seria se eu não tivesse deixado tudo para a última hora na faculdade e no trabalho, mas né... Acho que se tudo estivesse certinho, me chamariam de nerd e eu perderia a cara e a moral de louca.
Bom, de qualquer forma, garanto que a partir do dia 15 de Dezembro voltarei a postar diariamente. Tenho uma lista de conteúdos aqui que às vezes me surgem no cabeção e penso: Olha! Acho que isso dá um devaneio legal...

Por enquanto tenho postado algumas coisas morninhas, só para não perder a prática, mas saibam que essa pessoa delicada e meiga, que reflete sobre a vida, o amor (...) só existe, ou melhor... nem existe. Prontofalei.

Bjocas a todos 

O que é isso mesmo?

O que é isso que nos faz sofrer
Que exige a morte da liberdade
Do amor próprio e até mesmo do próprio caráter?

Porque isso só se alimenta do sangue alheio
Das lágrimas e energia
Da submissão e do silêncio?

Nossos objetivos estão traçados como únicos
Nossas metas principais
Nossos ideais

Mas quem traçou isso a nós?
Essa perseguição por alguma coisa faz tão bem?
Isso dá permissão de matar e morrer, independente de quem seja?

Esquecemos de, no caminho, tirar um pouco os olhos do foco material
Talvez se assim tivéssemos feito, lembraríamos de olhar nos olhos um do outro
E relembraríamos de que nada faz sentido se um de nós perder o passo do compasso...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Anjo meu - Para minhas duas maiores razões de viver - Duda e Gabi

Ela vem e me abraça
Me encanta e faz brilhar
Dize “te amo minha dinda
E para sempre vou te amar"

Ela gira, canta, dança
Transforma tudo em magia
É meu chão, meu mundo e tudo
E assim só há só alegria

Sua energia me fascina
Me apaixono mais e mais
Seu olhinho brilha e brilha
Mordo muito e beijo demais

É para sempre meu bebê
Eternamente protegerei
Nenhum mal a atingirá
É razão do meu viver

Esse poeminha não tem muita rima
Ou tem muitas rimas ricas
Mas garanto a você, caro leitor
Que é do mais profundo e honesto amor

Para pessoinhas tão pequeninas
Que fazem toda diferença num viver
Sem elas meu mundo é nada
Sem elas não há querer

Essas palavrinhas são infantis
Quem ler muito criticará
Mas quem entende um amor tão grande
Apenas se deixará levar.

O que faz um adulto amar tanto
Uma coisinha tão frágil e pequenina
É o excesso de inocência
Da minha tão amada menina?

domingo, 30 de outubro de 2011

Memórias

E ela pede a você para parar
Se rasteja aos seus pés
Implora para não gritar

E você não pára
E você não liga
E você não entende

Tem prazer de vê-la sofrer
De analisá-la surtando
De fazê-la lembrar

Para quê humilhar 
Quando suas próprias memórias já dão conta disso tão bem?
Lâminas, destroços e frágeis fragmentos
Destruíram o corpo aparentemente indefeso
Explodiram a mente aparentemente sadia

Fantasmas insistem e sopram ao seu ouvido coisas nefastas
Coisas insanas, horrendas e tão belas
Vultos a prendem aos mais terríveis pesadelos
E, mesmo sabendo disso
Ela ainda opta por dormir...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Privada democrática

Desde que me conheço por gente [nasci muito orgulhosa. Sempre me vi como uma baita pessoa. Tsc tsc] escuto mulheres brigando com o sexo frágil – vulgo homens – por causa do maldito assento da privada.
Meninas! Não criemos pânico. Sério...
Não que eu ame abaixar o assento, mas tentem compreender que eles realmente não precisam pensar nisso (e nós também deveríamos seguir por esse caminho: o de relaxar um pouco).
Pórrrrque cargas atribuímos a eles a função de arrumar o trono para nós? Se temos a necessidade de sentar, então baixemos nós mesmas né? Eles não possuem essa necessidade e acho tão chato brigar por motivos tão inúteis... Concordam comigo que discutir relação é bem mais legal do que perder tempo tentando convencê-los a mudar de hábitos?  Eles nunca reclamam de levantar o assento e vamos ser sinceras, somos meio “cri-cris” demais às vezes né?
Sempre refleti sobre o quanto deve ser chato ter que pensar em acertar a mira e ainda lembrar de deixar o trono certinho para nós. Onde está a igualdade de gênero? Se for assim, então deveríamos arrumar a privada para eles tb né? Acho que essa discussão toda não é justificada e muito inútil. #prontofalei!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Falando um pouquinho deu!


Comecei a postar textos aqui e esqueci de apresentar a insana, às vezes maníaca, compulsiva e bipolar que vos escreve.

Já de cara adianto que muitos dos textos aqui expostos não terão qualquer nexo (talvez pelo fato da esquizofrenia – outra psicose que acabei não revelando lá na primeira frase – estar atacada no momento da confecção do texto). Acredito que alguns já tenham reparado nisso ou percebido algum resquício de dislexia crônica aguda, mas caso tenha passado em branco, fica o aviso.
A referida pseudo-escritora (yo), porém, nada de “pseudo-bem intencionada” tem. Ao contrário, ela (eu) até que possui um bom coração. Até tento através das palavras escritas, expor um mundo alheio ao normal. Isso não é bondade pura? Hein? Hein?
Bom, prosseguindo com a apresentação, vale dizer também que sou fanática, ou melhor, viciada por tudo que diz respeito à vida on line. Desde sites com coisas realmente úteis até coisas como blogs e redes sociais. Adoro catar pessoas, assuntos e tudo mais que seja catável através da Web. Considero-me também excelente fuxiqueira e caçadora de anônimos. Sim, anônimos! Mais especificamente, anônimos que se aproveitam de seu maldito anonimato para promover minha própria discórdia mental.
Gente, sério! Por acaso alguém consegue imaginar o quanto é difícil entrar em harmonia comigo mesma? Meu hemisfério direito discute quase que sem trégua com o esquerdo. Quando finalmente consigo fazê-los assinar um tratado provisório de paz, vem um ser eunuco e posta mensagens, comentários, manda emails, etc., sem sequer se identificar?
Ahhhh querido amigo (ou inimigo) ou simples leitor, não ouse brincar com meus hemisférios! Eles me fazem alucinar e encarnar a detetive histérica e psicótica. E aposto com você de que isso não é muito bom... Afirmo-lhe que, surtada, sou capaz de procurá-lo até no inferno (ou no Google) só para vê-lo, com muito prazer, humilhado, cantando cantigas de ninar para meu Direito e Esquerdo.
E para você que duvida das minhas palavras, não esqueça de que todo mundo que vive terá, no mínimo, seus 15 segundos de Search um dia. E sim, isso é uma ameaça. Munhuaaaa (risada malina, saca?).

De qualquer forma, espero que curtam o blog.
Ser maluco é normal! Han, han?

Sejam bem vindos

Beijos,
Ju Disconzi

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Também não precisa ofender né?!














Estava pensando sobre o que escrever quando resolvi pedir algumas sugestões de assuntos. Não interessava qual, apenas que me sugestionassem algo. Poderia ser sobre a morte da bezerra  ou, sei lá, o quanto a bunda de um nerd deve ser quadrada. Qualquer coisa.

Aí me deparei com a realidade da burrice (ou melhor dizendo, da preguiça de pensar) que existe ao redor de todos, sem exceção.  Fiquei tentando refletir sobre o quanto complicado pode ser você pedir uma opinião a alguém. Bom, confesso que não pensei exatamente na árdua tarefa de pedir conselhos e idéias, mas sim no quanto é chato você pedir ajuda a quem não sabe muito ser criativo e, para piorar, tenta colocar água gelada nas suas intenções.

Você tenta ser legal, ir ao bar, ser simpática (não tento muito isso, mas juro que vou começar a pensar sobre), ser parceira para todas as horas, quebrar o galho de todo mundo, etc., e o que você recebe ao pedir um único auxiliozinho? Pior do que receber um não (até porque essa resposta caberia, sem o mínimo problema) é receber um: “Olha, não é querer te ofender, massss...” ou então: “ai, não ia te falar isso, maaaassss...”.

Gente, isso me irrita de uma forma estonteante! Só eu que tenho a nítida impressão de que sempre que uma frase inicia com “sem querer ofender, masssss...”, a pessoa acaba ofendendo?

Isso sempre acontece comigo. Até que nunca dei muita bola, mas poxa! Custava só dizer: “Amiga, sou burrona, sem criatividade e preguiçosa! Não tenho idéias, mas se aparecerem, juro que tentarei te dar uma mão”?

Nãoooo, burrona, sem criatividade e preguiçosa JAMAIS se prontificará em assumir sua inutilidade! Ao contrário! Prefere começar a frase com ”sem querer ofender, mas já ofendendo... não me empolgo muito em leitura e acho que tentar escrever em um blog não acrescenta nada a ninguém, por isso nem penso em sobre o que você poderia escrever... desculpe!”. Ahhh, peloamor! Eu não peço para que alguém escreva alguma coisa e me dê pronto (JAMAIS FAREI ISSO! QUE FIQUE  CLARO!). Tenho paixão pela escrita e acho que, com a prática, até posso escrever alguma coisa realmente útil algum dia (nem que seja o TCC ou uma cartinha bonitinha para minha mãe).

Só pedi sugestões! Tentar justificar sua preguiça em cima da boa vontade dos outros é mais jegue (sem querer ofender o bichinho, é claro) do que ter preguiça de pensar, santa!

Sempre ficarei ofendida. Se não quer ofender, não peça desculpas antecipadas! 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

De que maçã estamos falando mesmo?


Um dia depois da morte do famoso Steve Jobs – co-fundador da Apple – a não tão famosa – e inteligente – mulher Maçã, pronunciou-se, declarando seu choque ao saber do falecimento do magnata.
Para ela, sua fama tem uma conexão direta ao brilho de “ESTEVE” Jobs (gritos de terror).

Lendo isso, fiquei tentando – juro! – fazer alguma conexão entre as maçãs (conexão, “Esteve”, maçã...) Hã, hã.. É! Meio difícil pensar em qualquer coisa que apresente qualquer sentido...

Bom, depois dessa, só me resta dizer que exijo o direito de aliar minha fama à vida e sucesso de Amy Winehouse.  Lógico! Porque não pensei nisso antes?!
Amy, com sua “voz de jazz e blues” e eu, tudo a ver! Por motivos óbvios, não explicarei detalhadamente nossa íntima verossimilhança. Nosso talento nato, nossa voz perfeita, nosso tudo tudo tudo! Não há argumentos! Sou eu a encadernação da “Amynha” (apelido carinhoso que dei à cantora – tinha intimidade para chamá-la assim! Morram de inveja! xD).

Gente! Peloamor! Tenham piedade (de mim, é claro!). Não esperem muita coisa desse textículo. Minhas palavras estão falhas. Bom, para ser bem sincera, estou tão emocionada em saber que estou tendo a oportunidade de dedicar um texto a alguém tão, tão... tão íntima da Apple, que não consigo nem me expressar direito. Acho que não sou merecedora disso. Sou uma ameba mesmo! Que vergonha Ju Disconzi (eu tá?).
 Complicado escrever qualquer coisa que possa aliar a moça da maçã ao moço “desses telefones ultra-mega-modernos”, mas juro que tentei ok?
E viva as maçãs mordidas!

Vermelho Anjo meu


Um pouco de devaneio, só pra variar!


Fique comigo Anjo meu
Conte-me uma história para finalizar
Algo que me faça, finalmente, fechar os olhos e dormir...

Voar pelas nuvens
Doces nuvens de algodão
Algodão doce
Doces de algodão

Fique comigo Anjo meu
Arraste-me por tudo e me faça esquecer
Minha inconstância e solidão
Minha ruborizada mente morta
Inquieta, aguarda por respostas

O que fiz para não poder viver com você para toda a eternidade?
Meus atos foram tão falhos assim para que me tenha transformado em não merecedora de você?
Por que não me leva logo para sua aldeia
E me nina como sempre implorei?

Só preciso descansar um pouco
Minha melhor versão se encontra nesse implorado silêncio
A paz que tenho é proposital

Como faço para te ter, Anjo meu?
Como faço?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Coisas não causam medo.


Não, não tenho medo de muitas coisas. Na verdade, o que me causa um pouco de temor não são as coisas em específico, mas o que elas podem me causar. Não delas, entendeu? Han? Han?
O pânico de me “estripufar” é o que mais me deixa em pânico. Coisas não fazem mal por si só. Coisas CAUSAM mal por elas próprias.
Sempre afirmo que tenho medo de experimentar certas comidas. Muitos me acham maluca. “Como assim sentir medo de comida?” Tento explicar que não é da coisa e sim da conseqüência. Logicamente poucos compreendem, mas para mim faz o maior sentido.
Póóóórrrrque devo experimentar algo como couve refogada, por exemplo, que para minha mente, parece com algo análogo a vômito? Couve até pode me trazer benefícios milagrosos à saúde, mas e o vômito? Quem me convence de que aquela coisa de aparência pegajosa, molenga e fétida não possui alguma substância que cause um ataque fulminante nas lombrigas habitantes em meu organismo e me mate?
 Creio que a aversão às coisas se deva ao meu medo de morrer. Por que não?
Se eu ler um contrato do cartão de crédito, verei frases tão bem introduzidas em meio a palavras mentirosamente muito bem escritas, me convencerei facilmente de que alguém está tentando me enganar. Se ler a cartilhazinha que colocam no bolsão, atrás do banco de cada poltrona do avião, chegarei à conclusão de que sim! Meu avião cairá. Não presto atenção ao que a comissária de vôo explica antes da decolagem – até porque os encostos das poltronas são altos demais para que eu enxergue qualquer coisa além do cabeção logo a minha frente. Sendo assim, não saberei o que fazer em um pouso de emergência – vulgo queda da aeronave – sobre o oceano ou à mata atlântica, portanto, morrerei!
Dei dois exemplos banais, mas factuais. Independente de quanto a coisa – couve refogada ou aeronave – me traga benefícios, morrerei. 
Tenho medo da morte, não das coisas. Tudo bem que as coisas é que são causadoras, mas se as tripinhas de couve refogada me engasgarem ou se causarem um ataque fulminante nas bichas dentro de mim devido a sua nojenta aparência de “couve refogada” ou, ainda, se os acentos flutuantes dos bancos dos aviões não flutuarem, morrerei.
Por essa e por outras evito gostar de coisas. Principalmente de couve e cartilhas de avião!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nem tudo precisa ser bulling


Esses dias me perguntaram por que eu defendo o bulling. Respondi que não defendo o bulling, obviamente. Sou contra esse ato terrorista que convence as pessoas mais estranhas do mundo a se sentirem realmente estranhas.
Quando eu era pequena, era desengonçada, gordinha, usava grandes óculos redondos cor-de-rosa, que, mesmo sendo enormes, quase desapareciam em meio as minhas bochechas coradas. Sem falar do meu nariz, que de tão pequeno, parecia um clitóris. Devo ressaltar que essa descrição toda aí não saiu somente da minha imaginação fértil não. Eu sofria bulling!
 O máximo que eu escutava como consolo dos adultos que me rodeavam era: Juliana vai estudar e pare de ser manhosa. Seus coleguinhas são bobões. Eles dizem isso por que tem inveja de você. Inveja??????? De quê?????? Do clitóris implantado no meio da minha cara, do cabeção fixado em cima do meu pescoço ou das grandes bochechas coradas? Pelo amor gente! Não tentem consertar uma coisa que já é ruim o    
suficiente. Quanto mais se fuça, mais choca!
Não vou dizer que ser humilhada no colégio não me afetou. Hoje sou um pouco meio psicótica, mas pelo menos não saí matando ninguém.
O que eu quero dizer quando afirmo que estão dando bola demais ao bulling, é que as crianças não têm mais chance de crescerem naturalmente, aprendendo a lidar com as barreiras, hora estapafúrdias, hora mais sérias, que a vida impõe.
Eu era a ultima a ser chamada para o time de qualquer coisa que se jogasse na educação física, era tão estranha que passava o recreio todo trancada no banheiro, comendo um enorme cachorro quente sentada na privada. Minha vida era tão infernal, que era praxe sair correndo desesperadamente após o término de cada aula para que uma menina 150kg maior e mais estranha que eu não me pegasse e enchesse de cascudos ou afogasse na privada.
Gente, fala sério! Isso não é motivo suficiente para que uma criança desenvolva o serial killer que cada um possui dentro de si?
Só acho que devemos ter cuidado para não transformar uma indiferençazinha infantil, facilmente resolvida com o decorrer do tempo, em desculpa para a super proteção. Existe bulling sim, é realmente triste. Mas transformá-lo em cavalo de batalha também já é demais né?!

Shiiiii! Ferrou!



Estava procurando algo sobre TPM, quando encontrei alguns textos sobre a TPM masculina.
Já tinha escutado alguma coisa a respeito, mas confesso que nunca tinha dado muita bola. Talvez por não acreditar que ela realmente existisse para os seres do sexo frágil (vulgo HOMENS).
Acho um porre tentar explicar que não somos frescas e sim suscetíveis aos hormônios. Talvez agora, finalmente, alcancemos uma melhor compreensão masculina. 
Finalmente nossa hora chegou, meninas do meu Brasil!
Dias solitários de choro compulsivo, raiva incontrolada, ódio mortal pelas banhas que insistem em saltar das roupas devido ao inchaço e desespero insaciável por chocolate estão fadados a chegarem ao fim. A partir de agora, poderemos dividir nossas caixas de lenço.
Homens também têm TPM. Na verdade, a sigla certa para citar a TPM dos fortões, é SHI (Síndrome do Homem Irritável). Ousaria brincar um pouquinho com o assunto, dizendo que TPM, para eles, só vem por falta de sexo e dinheiro, mas nãoooo! Jamais ousaria fazer qualquer piadinha sobre algo tão sério. Até porque se o nosso problema deve ser compreendido, o deles também deve ser, não é mesmo?
Não tentarei explicar o que acontece biologicamente, as alterações e tudo mais que fazem daqueles que mais nos querem longe no período de choros e raivas avassaladoras serem submetidos a tão iguais sintomas, mas resumindo um pouco e explanando superficialmente, a Shi é uma alteração hormonal (parece que queda dos níveis de testosterona).
Agora, na condição de mulher assumidamente sofredora e raivosa uma vez por mês, exijo colo, carinho, atenção e afeto nesse período. Aos homens, levem esse conselho a sério: Não subestimem nosso poder de compreensão e também de vingança, caso não sejamos tratadas com tudo o que precisamos para passarmos por um período - agora - tão comum entre nós, não é mesmo?

Silêncio cretino

Esse silêncio cretino a torna falante. 
Insuportavelmente falante. 
Sufocantemente, soluçantemente, falante.

Joga com as palavras de uma forma frenética, histérica, bem como sente, sente-se.
Seu silêncio a faz pensar e usa-se de um álcool amargo, venenoso, para expor coisas que não pensa, coisas que não é.
Esse jogo que tenta fazer já não a dribla mais. Tentar pensar que é normal está matando-a. Consumindo-a. Enganando-a.

Sua fala trêmula revela uma verdade escondida. 
O que aconteceu, aconteceu. 
Inevitável tentar mudar. 
Inútil tentar esquecer. 

Tentar compreender a matará, a sufocará, a esquartejará.
É estranho pensar nisso, pois jamais será o teor de suas agitadas conversas.
Seu estonteante jogo de palavras embebeda o mais sóbrio ouvinte, mas jamais expõe a verdade.

Esse silêncio é cretino. Cretino.